segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A verdadeira história da "Menina bonita do laço de fita"


Com a palavra, Ana Maria:
“Este livro, para mim, é uma história que surgiu a partir de uma brincadeira que eu fazia com minha filha recém-nascida de meu segundo casamento. Seu pai, de ascendência italiana, tem a pele muito mais clara do que a minha e a de meu primeiro marido. Portanto, meus dois filhos mais velhos, Rodrigo e Pedro, são mais morenos que Luísa. Quando ela nasceu, ganhou um coelhinho branco de pelúcia. Até uns dez meses de idade, Luísa quase não tinha cabelo e eu costumava por um lacinho de fita na cabeça dela quando íamos passear, para ficar com cara de menina. Como era muito clarinha, eu brincava com ela, provocando risadas com o coelhinho que lhe fazia cócegas de leve na barriga, e perguntava (eu fazia uma voz engraçada): “Menina bonita do laço de fita, qual o segredo para ser tão branquinha?” E com outra voz, enquanto ela estava rindo, eu e seus irmãos íamos respondendo o que ia dando na telha: é por que caí no leite, porque comi arroz demais, porque me pintei com giz etc. No fim, outra voz, mais grossa dizia algo do tipo: “Não, nada disso, foi uma avó italiana que deu carne e osso para ela...” Os irmãos riam muito, ela ria, era divertido. Um dia, ouvindo isso, o pai dela (que é músico) disse que tínhamos quase pronta uma canção com essa brincadeira, ou uma história, e que eu devia escrever. Gostei da idéia, mas achei que o tema de uma menina linda e loura, ou da Branca de Neve, já estava gasto demais. E nem tem nada a ver com a realidade do Brasil. Então a transformei numa pretinha, e fiz as mudanças necessárias: a tinta preta, as jabuticabas, o café, o feijão preto etc.

O livro faz muito sucesso e foi traduzido em vários países. Onde, evidentemente, foi encontrando leituras ideológicas distintas e variadas.
Na América Latina, região acostumada a misturas e mestiçagens, teve a honra de ser recomendado e incluído em premiações e seleções de melhores obras na Venezuela, na Colômbia, na Argentina.

Na Suécia, também teve uma recomendação especial nas bibliotecas públicas, como um exemplo de convívio multicultural e pluriétnico.

Em outro país nórdico, na Dinamarca, uma funcionária muito militante, do setor de bibliotecas, o condenou e recomendou que as bibliotecas não o comprassem, porque o livro sugere que negros e brancos vivam em paz como bons vizinhos, sem que os negros lutem por seus direitos e façam valer suas reivindicações daquilo que a sociedade lhes nega. Para ela, o livro seria uma desmobilização da luta e uma incitação ao conformismo.

Nos Estados Unidos, num debate com professoras primárias em Wisconsin, uma delas pediu a palavra e disse que achava espantoso que eu tivesse a coragem de associar numa mesma história uma menina negra e um coelho, quando todos sabem que o coelho é um símbolo de promiscuidade sexual e proliferação e que essa associação era ofensiva aos negros. Mesmo se levássemos em conta que eu sou latina e que essas questões de promiscuidade não nos assustam tanto em nossa cultura, De tão estupefata, fiquei sem reação no primeiro instante, e não sabia o que responder. O que foi muito bom, porque meu silêncio permitiu que outra professora, e esta era negra, me defendesse frente à primeira, branca e loura. Contou que seus alunos tinham lido o livro e ficaram encantados, adoraram se reconhecer como bonitos e donos de um padrão invejável de beleza, capaz de obcecar um amiguinho branco.

No norte do Brasil, numa livraria de Belém, apresentou-se a mim uma vendedora negra e linda, dizendo: “Muito prazer, eu queria muito conhecer você. Eu sou a Menina Bonita do Laço de Fita”. E contou que dez anos antes o livro fora para em suas mãos por acaso e ela o leu. Achava que era bonita e deliciou-se em ver que os livros reconheciam isso e eram capazes de mostrá-la linda. Identificou a leitura com verdade, coragem, e como uma espécie de espelho mágico, que a refletia e revelava como sabia que era, mas nem sempre era vista pelos outros. Interessou-se por livros, não tinha dinheiro para comprá-los, foi trabalhar numa livraria para aproveitar os momentos livres e ler tudo que lhe caísse nas mãos. Acabava de convencer o patrão a abrir a primeira livraria infantil da Amazônia sob sua responsabilidade.

Posso falar de outras leituras, mas não há muito tempo, nem é o caso. Estas bastam para atestar o que eu gostaria de ver discutido aqui. Um livro não é apenas aquilo que está escrito nele, mas também a leitura que o leitor faz desse texto. Os dois processos são ideológicos. Os dois pressupõem uma determinada visão do mundo. Para que o livro tenha um potencial rico, com muitas significações, é necessário que seja cuidado, tenha qualidades estéticas, seja um exemplo de criação original e não estereotipada. Mas, para que esse livro possa manifestar esse seu potencial, torná-lo real, é indispensável que encontre um leitor generoso que possa fazê-lo dialogar com muitas outras obras, com visões do mundo enriquecidas pela pluralidade e pela aceitação democrática da diferença. Somente dessa maneira o livro deixará de ser um ponto de chegada para se transfomar num ponto de partida permanente para outras leituras – de textos e do mundo. Ou dos inúmeros e inumeráveis mundos que existem, que não queremos mais que continuem existindo ou que sonhamos que um dia possa vir a existir.”
MARCELEZA

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Curso online: O papel do nome próprio na alfabetização

NOVA ESCOLA, Insitituo Avisalá, Instituto Razão Social e IBM oferecem o curso online O Papel do Nome Próprio na Alfabetização, a ser realizado em outubro deste ano.

Inscrições de 1º a 30 de setembro. Vagas limitadas.

O curso é gratuito, não-presencial e terá duração de 6 semanas. O programa, elaborado pelo Instituto Avisalá para o programa Além das Letras, é dirigido a professores de pré-escola e 1º e 2º anos do Ensino Fundamental.

Requisitos

•Ser professor de escola pública.
•Acesso à internet para frequentar os espaços virtuais do Portal Além das Letras.
•Computador com processador de 1Ghz ou superior, 1024Mb de memória, Internet Explorer 6, 7 ou 8 ou Mozila Firefox, Adobe Flash Player, leitor de PDF, Windows Media Player e Java atualizado.
•Conta de e-mail pessoal, que deverá ser acessada ao menos duas vezes por semana para informar-se sobre a postagem de novos materiais de apoio e devolutivas.



http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/nome-proprio.shtml



MARCELEZA

sábado, 8 de agosto de 2009

1969 X 2009...

São 40 anos de involução.
Infelizmente, a maioria dos pais modernos estão transferindo a responsabilidade, que lhes cabe, para a escola.
Quem ama não só protege, mas, principalmente, educa.





"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?
MARCELEZA

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A MENINA DO VESTIDO AZUL, POR CLEIBIANA SEIBEL


Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Acontece que essa menina freqüentava as aulas da escolinha local num estado lamentável. Suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo. Assim raciocinou o mestre: "É uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumada desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul".

Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias, antes das aulas. Ao fim de uma semana, disse o pai: "Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este? Que tal você ajeitar a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"

E assim fez o humilde casal. Sua casa ficara mais bonita que todas as outras da rua, e os vizinhos, inspirados naquela casa, se puseram a arrumar as suas próprias moradias. Desse modo, todo o bairro melhorou consideravelmente. Por ali, passava um político que, bem impressionado, disse: "É lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo". E, dali, saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro. Dessa primeira comissão surgiram muitas e muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a crescerem e melhorarem.

E pensar que tudo começou com um vestido azul. Não era intenção daquele simples professor concertar toda a rua, o bairro, nem criar um organismo que socorresse os bairros abandonados de todo o país. Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro movimento do qual se desencadeou toda aquela transformação. (Gardel Costa)

Ao ouvir esta historia, fiquei pensando no poder de um pensamento. Muitas pessoas têm sonhos, que elas mesmas não permitem que sejam realizados. Quantas vezes achamos impossível a transformação de um sistema, de uma realidade, de uma vida? Quantas vezes não nos permitimos sonhar por achar impossível estes sonhos. Os grandes feitos da humanidade partiram também de um pensamento. Todos os grandes ou pequenos movimentos em prol da vida em abundância do mundo partiram de um pensamento aqui e acolá. A frase "sonho que se sonha sozinho é somente um sonho, mas sonho que se sonha junto se torna realidade" reflete isso. Também é isto que Jesus Cristo quer nos dizer em tantas historias que nos contou. Ele não somente sonhou como fez acontecer. Ele disse: "Vocês são o sal da terra e a luz do mundo"...Juntos temperamos e iluminamos melhor.

Cada atitude nossa, mesmo que pareça pequena e que não dê frutos instantâneos, é importante e traz resultados. Existem sonhos iguais espalhados pelo mundo inteiro. Que possamos sonhar na certeza de que este sonho pode se tornar realidade. Esta certeza nós temos no próprio Cristo que tornou o sonho da nossa salvação realidade.

"E difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul".





PARA REFLETIR... BONS PENSAMENTOS!







MARCELEZA

sábado, 25 de julho de 2009

DIGITAÇÃO

Desafio digital - Jesus x Diabo


Certa vez, o Diabo fez um desafio a Jesus:



- Aposto como digito muito mais rápido do que você!

O desafio foi aceito.

No dia marcado, Jesus de um lado com um XT 4, 77 Mhz e o diabo com um Pentium IV/2.4 Gigahertz, rodando Windows Milenium com 240 Mb de memória.

Todos a postos.

O diabo estala os dedos enquanto Jesus olha calmamente para o seu oponente.

Inicia-se a competição.

Aquele que digitasse mais texto em 30 minutos seria o vencedor.

O Diabo digita de maneira feroz: 900 toques/minuto.

Do outro lado da sala, Jesus digita usando apenas os dois dedos indicadores, no melhor estilo 'Catador de milho de Jerusalém'.

A platéia fica, obviamente, nervosa com a performance do Messias e rói as unhas...

Quinze minutos se passam.

O diabo já digitou cerca de 10 Mb de texto, sem erros, enquanto Jesus ainda está na casa dos 5 Kb.

Os olhares se tornam mais nervosos.

Vinte e cinco minutos passados, o diabo já anda pela casa dos 20 Mb de texto.

Jesus ainda pelos 8 Kb...

Vinte e nove minutos passados.

De repente, PLUM! Acaba a energia...

Desespero geral, pânico, gritaria.

Os juizes decidem terminar a competição pelo tamanho final do arquivo.

Tamanho final do arquivo de Jesus: 10 Kb

Tamanho final do arquivo do diabo: 0 Kb

- Mas não pode ser! - grita o diabo. Isso é roubo, roubo!

Então os juizes respondem:
- Você se esqueceu de algo muito importante:



Só Jesus SALVA!



MARCELEZA

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Reflexão sobre o Ensino a Distância sob a ótica de um professor da USP

A seguir um texto que recebi e achei muito interessante. Vale a pena ler e refletir sobre a questão.



O Ensino à Distância na USP



Lincoln Secco (Professor do Departamento de História da FFLCH – USP)



Certa vez ouvi uma anedota que dizia mais ou menos assim: se Immanuel Kant ressuscitasse em pleno século XXI, ele se espantaria com quase tudo, menos com a escola. Ainda veria um professor, alunos, giz e lousa. Só agora me dei conta que essa piada podia ter um conteúdo crítico. Afinal, por que o ensino deveria ficar fora dos avanços tecnológicos que já dominam as outras esferas da vida social?

O ensino à distância democratizaria o acesso à universidade a custo baixo (sublinhe-se o custo baixo); acabaria com o ensino voltado somente para a elite; e não seria aplicado indiscriminadamente (médicos e engenheiros continuariam em ensino presencial).

Não precisamos perguntar por que uma maneira de ensinar mais barata serve para formar professores e não para formar médicos. A resposta seria evidente: professor é categoria que pode ser formada de qualquer jeito. Também não é necessário indagar porque os alunos mais pobres (supostamente beneficiados pela expansão das vagas de ensino à distância) merecem uma forma no mínimo incerta de educação enquanto os supostamente mais ricos continuariam no ensino presencial.

Talvez o problema não esteja na Univesp em si. E nem nos recusamos à formação para o mercado. Na USP como em todo lugar, o aluno já é virtual em si e por si mesmo. Ele é potencialmente uma mercadoria num mundo que é uma imensa coleção delas. Ele será destinado a isso. Nossa diferença não é gerar conhecimento crítico (embora o façamos), mas treinar para o mercado os melhores produtores ou extratores de mais valia. Entre uma aula e outra, às vezes questionamos isso tudo.

Numa Faculdade de Filosofia costumamos aprender que as formas de aparência expressam não técnicas ou coisas, mas relações sociais. Por trás do fetiche das técnicas, o processo ensino-aprendizagem continua a ser uma relação social. Na sua etapa superior (e numa universidade de excelência como a nossa) ocorre em salas de aula, laboratórios, hospitais etc. Mas não só. Também nos gabinetes dos professores, nos anfiteatros, nos pátios, nos cafés e lanchonetes, no bandejão, no Crusp, no ônibus lotado, na piscina, nos corredores, nas plenárias e assembléias, nas festas, nas greves, nos debates, nos seminários e congressos, nas rodas em que vicejam as anedotas dos professores...

Como costumamos dotar a técnica mais nova de poderes mágicos, acreditamos que ela pode substituir toda essa vivência.

Até o dolce far niente pode ser necessário ao estudante. Deitar na praça do Relógio e ler Einstein, Keynes, Freud, Debord, Braudel, Darwin e outros monstros pode (pasmem) ser uma experiência e tanto. Formar grupos de estudos, comer e beber juntos, olhar nos olhos são atitudes que não podem ser meramente “virtuais”.

Um exemplo: eu e alguns amigos jantávamos muito com o saudoso Professor A. L. Rocha Barros, do Instituto de Física da nossa universidade. Ele contava que um dia jogaram uma pedra na direção do aluno Fernando Henrique Cardoso e Rocha Barros conseguira puxá-lo para si, salvando-o. “Como me arrependo disso”, dizia o velho professor comunista jocosamente... Histórias como essas desaparecerão para alunos formados à distância.

Talvez os idealizadores da Univesp tenham esquecido: a formação do jovem não se resume ao conteúdo do ensino, seja numa sala de aula ou à frente de um computador. Sendo uma relação social entre pessoas, mediada por uma instituição como a nossa, negar às pessoas essa vivência universitária seria o maior dos erros.

Não se nega que cursos de extensão, pós graduação lato sensu etc possam ser à distância. Mas a formação básica na USP nunca poderá sê-lo. É verdade que certas coisas se modernizam e supostos reacionários empedernidos se agarram ao mundo perdido das escolas de Könisberg do século XVIII. É mais ou menos como a mais velha relação humana: já existe o amor virtual e há quem o prefira; mas é difícil acreditar que ele seja melhor do que o concreto.
MARCELEZA

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Contribuições e reflexões acerca do filme: O Diabo veste Prada

Algumas professoras da escola onde eu atuo, deixaram suas impressões a respeito deste filme:

GRUPO I: Cristiane Morales, Kátia Mika e Regiane Martinez

*PLANEJAMENTO: Se faz muito necessário como instrumento norteador para nossa prática pedagógica. Assim como no filme, Miranda alcança seus objetivos, na maioria das vezes, por ter um planejamento prévio de suas ações. Importante ressaltar que todo planejamento deve ser flexível e que as estratégias podem ser alteradas.

*A MULHER COMO CHEFE: No filme, esta situação é bastante complicada, já que Miranda se mostra uma pessoa bastante autoritária, não sendo importante a opinião de seus funcionários, tendo uma visão empresarial. Na Educação, a proposta é que se trabalhe em equipe para definirmos os passos a serem tomados. Nesta área, a referência é predominantemente feminina, sendo tranqüila sua liderança.

*PESSOAL X PROFISSIONAL: Acreditamos ser para a mulher uma tarefa mais árdua pelo fato de termos duas ou três jornadas, tendo que dar conta de filhos, casa, marido, vida pessoal e outras atividades. Existe ainda uma visão machista no qual a sobrecarga de tarefas ainda recai sobre o chamado sexo “frágil”.
Importante ressaltar que quando há um planejamento, flexibilidade e objetivos a busca pelo resultado satisfatório pode ser mais facilmente alcançado, inclusive em nossa vida pessoal.

*TAREFAS IMPOSSÍVEIS: Muitas vezes nos deparamos com situações que parecem ser impossíveis de serem realizadas, mas que conseguimos êxito.
Julgamentos prévios não nos dão à visão do todo. Temos que fazer uma análise da realidade antes de definirmos as etapas a serem adotadas e por em prática de maneira consciente e reflexiva.

*GESTÃO: Primeiro, a equipe deve ter ciência do tipo de gestão a que pertencem. Sendo ele participativo, o professor deve ter noção de que sua participação é importante para um bom andamento do trabalho da unidade.

*APRENDER EM QUALQUER SITUAÇÃO: Isto só acontece quando a pessoa está disposta a refletir sobre a situação. Às vezes o que parece ser um conflito, pode ser uma boa oportunidade para o aprendizado.


GRUPO II: Andrea Freitas e Maria Aldineide Bomfim

O filme retrata com grande fidedignidade a vida de muitos profissionais em busca de uma carreira promissora, que acabam tendo sérios problemas para cumprir exigências, tarefas impossíveis, mandos e desmandos de seu superior.
No entanto, na busca pela realização de seus ideais, o cara se torna o melhor, o braço direito do chefe, competente, habilidoso, mas sem perceber vai deixando sua vida pessoal de lado, se afastando de amigos, deixando de lado coisas, que antes eram importantes. Chega uma hora que sem perceber começa a odiar o chefe, não agüentar mais tanta pressão, tanta cobrança e é nessa hora que precisamos perceber que não é o chefe ou o sistema que tem que mudar, mas você, saber mudar na hora certa, repensar atitudes, usarem todas as situações como oportunidade de aprendizado, ser flexível, descobrir o que lhe dá satisfação, e fazer o que se gosta, faz a vida profissional X pessoal ser muito mais valorosa.



GRUPO III: Hercília de Oliveira, Edna Rego e Jacira Ramos

O filme ”O Diabo veste Prada” mostra concepções de valores, entre eles o conceito de beleza e felicidade e as condutas sociais demonstradas pelas personagens. Apresenta conflitos éticos como até que ponto vale à pena abrir mão de um grande amor por um grande emprego? Podemos passar por cima dos outros para atingir os objetivos pessoais? A resposta dada pela protagonista da história ao abandonar o brilhante trabalho mostra que vale a pena abrir mão dos estereótipos sociais que escravizam em nome de uma falsa beleza e ascensão social para ser feliz.
O planejamento é o ponto de partida para a protagonista obter sucesso, quando ela deixa de agir de forma mecânica e passa a planejar e antecipar suas ações, passa a ser autêntica, podemos relacionar esse ponto com o trabalho do professor, para não agir de forma mecânica, uniforme e simplória, o professor precisa pensar em sua prática pedagógica e utilizar de forma adequada nossa ferramenta de trabalho, planejamento, inserido em conhecimentos prévios, conteúdos programáticos, característica da turma, ações e intervenções educativas e objetos de aprendizagem, assim teremos um caminho a percorrer, sempre estando prontos para os imprevistos e a revisão de nossa prática de ensino.
Na educação estamos acostumadas com as mulheres no poder, a maioria de nossos chefes são mulheres e exercem muito bem seu papel, de maneira geral são competentes, comprometidas, bem preparadas, organizadas e conhecedoras sobre a educação, isso torna o ambiente de trabalho rico e acolhedor, diferente do filme. Em relação à gestão, percebemos um enfoque democrático que busca integrar o perfil de sua equipe, alunos, pais e comunidade.
Constantemente somos levados a encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, um emprego pode transformar completamente uma vida, interferindo nas suas relações pessoais e no seu caráter, por isso devemos ter coerência em nossas atitudes e valores.

Os desafios de nossa carreira, assim como no filme, existem para serem superados, mas devemos reconhecer nossos limites, e saber até que ponto podemos chegar, tarefas impossíveis podem trazer o risco de sermos pessoas obstinadas e frustradas.

É muito importante perceber que podemos aprender em qualquer situação, tirando a experiência e a reflexão em cada atitude, realmente Andréa aprendeu muito sobre o mundo da moda e com certeza ela poderá aplicar esses conhecimentos no seu dia a dia, mesmo trabalhando em outro segmento, isso acontece conosco (professoras), não é só em cursos de formação que aprendemos mas também como as colegas de trabalho, com as próprias crianças, em trocas de experiências, ou seja, aprendemos sempre e aplicamos esse conhecimento em diversas áreas de nossas vidas.


Obrigada as minhas fiéis escudeiras e companheiras de trabalho, pelas contribuições aqui deixadas!!!



MARCELEZA