sexta-feira, 26 de março de 2010

Educar e Cuidar na Educação Infantil

Pensando cá com meus botões...


O cuidar é, nos dias de hoje, estar atento e atender as necessidades físicas da criança, dando para ela de sentir-se bem quanto ao sono, a sede, a higiene, a alimentação.... mas é também acolher, garantir a segurança,a curiosidade e a expressividade infantil.
Então cuidar é educar... é fazer com que nossos alunos explorem o ambiente em que estão inseridos, construam sentidos diversos e pessoais, para a partir daí se constituirem como sujeitos, e sujeitos pensantes e subjetivos com sua própria identidade e crescendo a seu jeito interagindo com as diversas formas culturais de agir, sentir e pensar!!!



MARCELEZA

A era da correria...

Para pensarmos...
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos á nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldades em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos...
Estamos na era do "fast-food" e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casa chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta para você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar em "delete".
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.
(George Carlin)


Sobre o autor:

George Carlin foi um comediante, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social. A sua mais polémica rotina chamava-se "Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão", o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que levou o texto a palco.
Até meados da década de 1960, Carlin manteve uma imagem tradicional, com fato e cabelo curto. Depois, ao escrever novo ato, decidiu deixar crescer o cabelo e a barba, tornando-se um ícone da contracultura. Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente do sentido da culpa e do controle social, defendia valores seculares.
Morreu em um hospital de Los Angeles de paragem cardíaca, depois de, nos últimos 20 anos, ter passado já por um enfarte e duas cirurgias no coração. Sobrevive-lhe a sua segunda mulher e sua filha.
MARCELEZA

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Atenção Professor: Programa de Atualização em TDAH para professores

No site da Faculdade de Medicina do ABC, estão disponíveis vídeo aulas sobre o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.
São vídeo aulas com especialistas na área que abordam diversos assuntos sobre o tema, vale a pena para quem quer conhecer e para quem deseja saber mais.
Assistindo a um determinado número de palestras você tem direito a certificado.
Acessem (http://www.fmabc.br/) procurem pelo ícone Dislexia e Tdah, abrirá uma aba do Programa Atenção Professor (http://www.atencaoprofessor.com.br/),onde você poderá se cadastrar e enfim assistir às aulas.

Realmente muito interessante e vale a pena conferir.


MARCELEZA

Dica: ENTRE OS MUROS DA ESCOLA

No final do ano passado estava pensando em um filme para passar para o grupo de professoras da escola onde atuo como coordenadora assistente, infelizmente não tive tempo hábil para fazer essa atividade com as professoras, pois final de ano em secretaria de escola é sinônimo de muita correria e burocracia para finalizarmos o nosso trabalho, o que dificulta o trabalho da coordenação com o lado humano da escola, mas enfim, resolvi postar a dica do mesmo jeito, pois eu assisti o filme e adorei. É bom eu já alertar o pessoal que o filme não entrou em grande circuito no Brasil e, portanto, também não é nada fácil de encontrar em locadoradas, alias hoje em dia é difícil encontrar até uma locadora, mas deixemos essa discussão para um outro momento.

Vamos a ficha técnica do filme:

Título Original:Entre les Murs
Gênero:Drama
Duração:02 hs 08 min
Ano de lançamento:2007
Site oficial:http://www.sonyclassics.com/theclass
Estúdio:Canal+ / France 2 Cinéma / Haut et Court / Memento Films Production / Centre National de la Cinématographie
Distribuidora:Sony Pictures Classics / Imovision
Direção: Laurent Cantet
Roteiro:Laurent Cantet, François Bégaudeau e Robin Campillo, baseado em livro de François Bégaudeau
Produção:Caroline Benjo, Carole Scotta, Barbara Letellier e Simon Arnal
Fotografia:Pierre Milon, Catherine Pujol e Georgi Lazarevski
Figurino:Marie Le Garrec
Edição:Robin Campillo e Stéphanie Léger


Sinopse:

François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas o descaso e a falta de educação são grandes complicadores.
Vale salientar que os adolescentes no papel de alunos, são realmente adolescentes no papel de alunos rsrsrs, ou seja não são atores e nem atrizes, o que me pareceu colaborar com uma verossimilhança especial a película. Vale a pena conferir!

Quer ler mais sobre o filme??? Acessem www.adorocinema.com, meu site preferido de bla bla bla sobre cinema!


MARCELEZA


KIT DA AMIZADE

Atendendo ao pedido da cara colega Sônia Regina, estou postando uma variação do Kit da Felicidade, o Kit da Amizade...

E lá vai a receitinha!
Neste kit você irá precisar de:

1 coração: para guardar sempre o amor e as coisas boas que vivemos;

1 borracha: para apagar as coisas ruins. A borracha representa o perdão, um coração aberto para o bem;

Clipes: para manter sempre todas as pessoas e coisas boas juntas e unidas;

1 Lápis: para escrever as coisas boas da vida, mantendo a confiança e o otimismo;

Algodão: para ter sempre o apoio "macio" dos amigos;

1 band-aid: para conseguir curar os sofrimentos, sejam eles físicos ou emocionais;

Elástico: para manter sempre flexibilidade, para resolver os problemas com serenidade,
compreensão e tolerância.
Lembrando que fiz uma pequenina variação do kit elaborado pela Equipe Infantil CVDEE/Espiritismo.Net para o I ENKontrinho, realizado no Rio de Janeiro em Abril/2008 - encontro entre as crianças(com seus pais) frequentadoras do Site da Gente e da sala de estudos Espiritismo Net Kids
MARCELEZA!!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A verdadeira história da "Menina bonita do laço de fita"


Com a palavra, Ana Maria:
“Este livro, para mim, é uma história que surgiu a partir de uma brincadeira que eu fazia com minha filha recém-nascida de meu segundo casamento. Seu pai, de ascendência italiana, tem a pele muito mais clara do que a minha e a de meu primeiro marido. Portanto, meus dois filhos mais velhos, Rodrigo e Pedro, são mais morenos que Luísa. Quando ela nasceu, ganhou um coelhinho branco de pelúcia. Até uns dez meses de idade, Luísa quase não tinha cabelo e eu costumava por um lacinho de fita na cabeça dela quando íamos passear, para ficar com cara de menina. Como era muito clarinha, eu brincava com ela, provocando risadas com o coelhinho que lhe fazia cócegas de leve na barriga, e perguntava (eu fazia uma voz engraçada): “Menina bonita do laço de fita, qual o segredo para ser tão branquinha?” E com outra voz, enquanto ela estava rindo, eu e seus irmãos íamos respondendo o que ia dando na telha: é por que caí no leite, porque comi arroz demais, porque me pintei com giz etc. No fim, outra voz, mais grossa dizia algo do tipo: “Não, nada disso, foi uma avó italiana que deu carne e osso para ela...” Os irmãos riam muito, ela ria, era divertido. Um dia, ouvindo isso, o pai dela (que é músico) disse que tínhamos quase pronta uma canção com essa brincadeira, ou uma história, e que eu devia escrever. Gostei da idéia, mas achei que o tema de uma menina linda e loura, ou da Branca de Neve, já estava gasto demais. E nem tem nada a ver com a realidade do Brasil. Então a transformei numa pretinha, e fiz as mudanças necessárias: a tinta preta, as jabuticabas, o café, o feijão preto etc.

O livro faz muito sucesso e foi traduzido em vários países. Onde, evidentemente, foi encontrando leituras ideológicas distintas e variadas.
Na América Latina, região acostumada a misturas e mestiçagens, teve a honra de ser recomendado e incluído em premiações e seleções de melhores obras na Venezuela, na Colômbia, na Argentina.

Na Suécia, também teve uma recomendação especial nas bibliotecas públicas, como um exemplo de convívio multicultural e pluriétnico.

Em outro país nórdico, na Dinamarca, uma funcionária muito militante, do setor de bibliotecas, o condenou e recomendou que as bibliotecas não o comprassem, porque o livro sugere que negros e brancos vivam em paz como bons vizinhos, sem que os negros lutem por seus direitos e façam valer suas reivindicações daquilo que a sociedade lhes nega. Para ela, o livro seria uma desmobilização da luta e uma incitação ao conformismo.

Nos Estados Unidos, num debate com professoras primárias em Wisconsin, uma delas pediu a palavra e disse que achava espantoso que eu tivesse a coragem de associar numa mesma história uma menina negra e um coelho, quando todos sabem que o coelho é um símbolo de promiscuidade sexual e proliferação e que essa associação era ofensiva aos negros. Mesmo se levássemos em conta que eu sou latina e que essas questões de promiscuidade não nos assustam tanto em nossa cultura, De tão estupefata, fiquei sem reação no primeiro instante, e não sabia o que responder. O que foi muito bom, porque meu silêncio permitiu que outra professora, e esta era negra, me defendesse frente à primeira, branca e loura. Contou que seus alunos tinham lido o livro e ficaram encantados, adoraram se reconhecer como bonitos e donos de um padrão invejável de beleza, capaz de obcecar um amiguinho branco.

No norte do Brasil, numa livraria de Belém, apresentou-se a mim uma vendedora negra e linda, dizendo: “Muito prazer, eu queria muito conhecer você. Eu sou a Menina Bonita do Laço de Fita”. E contou que dez anos antes o livro fora para em suas mãos por acaso e ela o leu. Achava que era bonita e deliciou-se em ver que os livros reconheciam isso e eram capazes de mostrá-la linda. Identificou a leitura com verdade, coragem, e como uma espécie de espelho mágico, que a refletia e revelava como sabia que era, mas nem sempre era vista pelos outros. Interessou-se por livros, não tinha dinheiro para comprá-los, foi trabalhar numa livraria para aproveitar os momentos livres e ler tudo que lhe caísse nas mãos. Acabava de convencer o patrão a abrir a primeira livraria infantil da Amazônia sob sua responsabilidade.

Posso falar de outras leituras, mas não há muito tempo, nem é o caso. Estas bastam para atestar o que eu gostaria de ver discutido aqui. Um livro não é apenas aquilo que está escrito nele, mas também a leitura que o leitor faz desse texto. Os dois processos são ideológicos. Os dois pressupõem uma determinada visão do mundo. Para que o livro tenha um potencial rico, com muitas significações, é necessário que seja cuidado, tenha qualidades estéticas, seja um exemplo de criação original e não estereotipada. Mas, para que esse livro possa manifestar esse seu potencial, torná-lo real, é indispensável que encontre um leitor generoso que possa fazê-lo dialogar com muitas outras obras, com visões do mundo enriquecidas pela pluralidade e pela aceitação democrática da diferença. Somente dessa maneira o livro deixará de ser um ponto de chegada para se transfomar num ponto de partida permanente para outras leituras – de textos e do mundo. Ou dos inúmeros e inumeráveis mundos que existem, que não queremos mais que continuem existindo ou que sonhamos que um dia possa vir a existir.”
MARCELEZA

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Curso online: O papel do nome próprio na alfabetização

NOVA ESCOLA, Insitituo Avisalá, Instituto Razão Social e IBM oferecem o curso online O Papel do Nome Próprio na Alfabetização, a ser realizado em outubro deste ano.

Inscrições de 1º a 30 de setembro. Vagas limitadas.

O curso é gratuito, não-presencial e terá duração de 6 semanas. O programa, elaborado pelo Instituto Avisalá para o programa Além das Letras, é dirigido a professores de pré-escola e 1º e 2º anos do Ensino Fundamental.

Requisitos

•Ser professor de escola pública.
•Acesso à internet para frequentar os espaços virtuais do Portal Além das Letras.
•Computador com processador de 1Ghz ou superior, 1024Mb de memória, Internet Explorer 6, 7 ou 8 ou Mozila Firefox, Adobe Flash Player, leitor de PDF, Windows Media Player e Java atualizado.
•Conta de e-mail pessoal, que deverá ser acessada ao menos duas vezes por semana para informar-se sobre a postagem de novos materiais de apoio e devolutivas.



http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/nome-proprio.shtml



MARCELEZA